Escolha uma Página

A política salarial implementada nos governos do presidente Lula e da presidenta Dilma beneficiou mais de 48 milhões de brasileiros, injetou quase R$ 30 bilhões na economia e significou uma revolução.

Durante muito tempo, em nosso país, prevaleceu a ideia de que aumentos reais do salário mínimo impulsionavam a inflação e faziam mal às contas públicas. Nos anos 90, apesar dos esforços das organizações de trabalhadores, dificilmente os reajustes superavam os índices inflacionários. E mesmo quando isso acontecia, os ganhos eram irrisórios.

Mudando radicalmente essa história, nos governos Lula e Dilma o salário mínimo cresceu 72,75% acima da inflação. Isto permitiu a expansão do consumo e fez a roda da economia girar, gerando novos empregos, aquecendo o mercado interno, promovendo distribuição de renda e melhorando a qualidade de vida da população. Ou seja: foi bom para todo mundo.

O aumento real de 72,75% não apenas recompôs as perdas sofridas pelos trabalhadores no período neoliberal dos anos 1990, como representou o maior poder de compra do salário mínimo em toda a sua existência.

Entretanto, como o governo golpista insiste em fazer o país andar para trás, hoje há milhares de trabalhadores ganhando menos, nos mesmos empregos que tinham. O nome disso é terceirização, uma verdadeira armadilha social preparada pela reforma trabalhista que Temer encaminhou, o Congresso aprovou e o STF acaba de liberar de forma irrestrita, permitindo inclusive sua aplicação nas atividades-fim. Isto quer dizer que, além do pessoal de limpeza, segurança, etc., uma empresa de engenharia pode contratar engenheiros terceirizados. Já existem muitos exemplos de trabalhadores que tiveram seus salários reduzidos, sob pena de perder a vaga para um terceirizado “mais barato”, e outros casos em que um terceirizado ocupa a mesma função de um contratado por um salário até 70% menor.

De um lado, salário mínimo 72,75% acima da inflação. Do outro, salários até 70% mais baixos. Essa é apenas uma das muitas diferenças que existem entre quem governa para todos e quem governa para poucos.