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Uma das falácias sobre a qual se apoia a ideia da terceirização é a de que, desonerando as empresas quanto aos encargos trabalhistas, ela é capaz de gerar os postos de trabalho de que o país precisa. Não é verdade.

Neste momento, há 13,2 milhões de brasileiras e brasileiros sem emprego – repetindo: 13,2 milhões! – e só o que é capaz de criar tantas vagas é uma política de investimento na produção, acompanhada de incentivos a quem quiser, efetivamente, produzir.

É fundamental dedicar atenção máxima ao pequeno e médio produtores, do campo e da cidade. Quando organizados em suas instituições representativas, como sindicatos e associações, são eles os grandes responsáveis pelo crescimento e a consequente criação de novos empregos. Esta é uma clara contraposição à atual política de apoio à especulação financeira, tão querida por Temer e seus apoiadores, e que beneficia exclusivamente as elites.

Na verdade, o que a terceirização garante não é nada positivo: precarização do emprego, horas extras suprimindo vagas, redução de salários e benefícios – para se ter uma ideia, já existem casos de terceirizados no setor bancário recebendo cerca de 30% do salário pago a um contratado da mesma função, sem direito à PLR, sem plano de saúde e com ticket-alimentação de menor valor.

Militante do partido, tendo colaborado ativamente na formação do PT fundando o núcleo do Jardim das Imbuias, na Zona Sul da cidade de São Paulo, Jilmar Tatto terá como um dos seus maiores desafios no Senado o de batalhar pela anulação da reforma trabalhista, que retirou direitos históricos da classe trabalhadora e autorizou a famigerada terceirização que não nos levará a lugar nenhum.

Reverter a reforma trabalhista e incentivar a produção. Só assim teremos desenvolvimento, emprego, renda, estabilidade e segurança. Só assim teremos o Brasil feliz de novo.