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“Ciclovia não significa segurança somente aos ciclistas. Sua existência serve como um alerta aos condutores de veículos motorizados de que o espaço é compartilhado e, portanto, a condução tem de ser cuidadosa”, diz Jilmar Tatto, candidato ao Senado pelo PT-SP nº 132

A implementação das ciclovias em São Paulo foi um dos maiores exemplos de democratização do espaço urbano: o que era público foi tratado como tal, e não como algo privado. Naquele momento nos conectávamos com a modernidade. Se hoje temos bicicletas da Yellow, TemBici (Itaú) e Bradesco na cidade, foi porque também valorizamos isso.

As nossas ciclovias estavam em todas as regiões da capital. Além dos 63 km que recebemos de gestões anteriores, acrescentamos, mais de 400 km. Um dos fundamentos dessa iniciativa, foi determinada pelo então prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, que pensava em unir caminhos e criar opções para que as pessoas pudessem se deslocar da melhor maneira.

A interatividade entre vários trajetos cicloviários e com outros modos de transporte criou uma rede organizada que ofereceu ligações da bicicleta com o trem, o metrô e o ônibus. Foram mais de 50 conexões estabelecidas. Isso facilitou as 270 mil viagens ao dia feitas somente por bicicleta na capital, conforme dados da pesquisa de Mobilidade do Metrô, de 2012. As rotas de ciclovias se tornaram uma ampla e importante malha, proporcionando acesso a escolas, hospitais, centros de comércio e de escritórios, além de pontos turísticos.

Como apoio a esse sistema, instalamos paraciclos –suportes para estacionar bicicletas– no município. Foram mais de 4 mil até o final do mandato, em 2016, além de bicicletários em terminais de ônibus urbanos e metrô. Empresas públicas e privadas também vêm criando essa estrutura.

A municipalidade seguia rigorosamente o que determina a legislação quanto à exigência de se instalar ciclovias. Foram respeitados o Código de Trânsito, a Política Nacional de Mobilidade Urbana, as diretrizes da Política Municipal de Mudança do Clima de São Paulo e as respectivas leis municipais que tratavam do Sistema Cicloviário da Cidade e do Plano Diretor. A questão também consta do Programa de Metas da Prefeitura, que foi produzido a partir de 2012 com solicitações da sociedade civil.

Cabe uma lembrança importantíssima: ciclovia não significa segurança somente aos ciclistas. Sua existência serve como um alerta aos condutores de veículos motorizados de que o espaço é compartilhado e, portanto, a condução tem de ser cuidadosa. Tanto é assim, que nessas áreas não se pode ultrapassar a velocidade de 50 km/h.

A bicicleta tem mais uma vantagem: não polui, é sinônimo de qualidade de vida e pedalar é um ótimo exercício. Percebemos melhor o lugar em que moramos.

Vivenciamos um momento histórico em que a construção dessa nova realidade foi coletiva. Atendemos a uma demanda esquecida e reprimida que pedia espaços e oportunidades, que antes eram destinados aos veículos particulares.
Esse sentimento de cuidado e consideração remete ao agente mais frágil do processo: o pedestre. É importante lembrar que, em princípio, fazemos a pé nossos trajetos.

E, no senado, pretendo fazer ainda mais por todo o estado no que diz respeito à mobilidade urbana. Por uma Sampa mais humana e feliz.