Desde o dia 25 de maio, data em que o segurança George Floyd foi morto pela polícia de Los Angeles (EUA), pessoas do mundo todo têm saído às ruas para lutar pela mesma causa: o fim da violência sistemática contra a população negra. Por aqui, o debate ganhou ainda mais força com seguidos casos de assassinatos de jovens negros das periferias brasileiras. O combate ao racismo, como poucas vezes na história, tornou-se a pauta global mais urgente.

Este foi justamente o tema da conversa, realizada durante live nesta terça (9), que o pré-candidato do PT à Prefeitura de São Paulo Jilmar Tatto teve com secretários de Combate ao Racismo do partido: Marilândia Frazão, do Diretório Municipal, e Martvs das Chagas,do Diretório Nacional.

Disposto a aprender com os posicionamentos incisivos da dupla de representantes do movimento negro, Tatto se propôs a levar para o âmbito da disputa eleitoral todas as demandas apontadas durante o encontro. Jilmar Tatto também se comprometeu a tomar como uma de suas primeiras medidas e criação da secretaria municipal de Igualdade Racial de São Paulo, extinta por Doria e que, agora, tornou-se apenas uma coordenação.

O petista também voltou a elogiar o protagonismo da população negra da cidade na luta contra a escalada fascista colocada em prática por Jair Bolsonaro. “Esses movimentos que estão acontecendo agora estão mudando a fotografia do Brasil. Até pouco tempo, dava impressão que não havia resistência contra o governo Bolsonaro. E o que temos visto nas ruas são manifestações formadas essencialmente por jovens, grande parte deles negros e moradores das periferias da cidade. A luta ganhou novo significado”, reiterou.

Para Marilândia, ainda que o levante contra o racismo tenha ganhado novos contornos a partir da morte de Floyd, é preciso manter dentro da pauta a luta contra o desmonte das conquistas em defesa da população negra no Brasil: “Avançamos, mas ainda precisa mais. E por que avançamos? Por que pela primeira vez na história um governo resolveu olhar para a população negra”.

A secretária municipal do Combate ao Racismo do PT aproveitou também para contextualizar a resistência dentro de um cenário de crise social, econômica e sanitária imposta pelo coronavírus. “A população negra continua morrendo pelas mãos do braço armado do Estado, pela fome, e agora também pela Covid-19. Hoje discutir um plano de governo que não inclua as demandas da população negra está fadado ao fracasso”, apontou.

Martvs complementou ao dizer que o verdadeiro compromisso que qualquer político tem que assumir “é transformar ações em políticas públicas, transformar o discurso em medidas práticas às populações negras. Eu acho que o que poderíamos fazer é que as pessoas que não são negras entendam que esta situação em que ela se encontra não é de sua responsabilidade. Ela foi imposta”.

Gestão tucana deve respostas à população negra

Outro tema levantado durante a live foi o descaso tanto do governo municipal quanto estadual com as demandas sugeridas pela população negra da cidade – também vítima sistemática da violência policial e do descaso do poder público.

“O governo tem que ter a cara do povo brasileiro. E a cara do povo é majoritariamente negra. É preciso radicalizar nas políticas transversais de inclusão da população negra. O que as gestões tucanas estão fazendo é justamente o contrário. Doria, por exemplo, acabou com a Secretaria Municipal de Promoção de Igualdade Racial quando era prefeito. Este é apenas um dos casos de descaso das administrações tucanas”, apontou Tatto.

Veja como foi o debate:

Combate ao racismo: movimentos antirracistas no mundo e em São Paulo.

Jilmar Tatto recebe Martvs das Chagas (Secretário Nacional de Combate ao Racismo do PT) e Marilândia Frazão (Secretária Municipal de Combate ao Racismo do PT) paradialogar sobre o combate ao racismo e a luta dos movimentos antirracistas no mundo e em São Paulo.

Posted by Jilmar Tatto on Tuesday, June 9, 2020

Da Redação

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