O pré-candidato a prefeito de São Paulo, Jilmar Tatto, voltou a chamar de “irresponsável e desumana” a política de mobilidade urbana implementada pelos tucanos João Doria e Bruno Covas durante a pandemia do coronavírus. “Ao mesmo tempo em que reabrem o comércio, eles tiram quase mil ônibus de circulação. Dá a impressão que o governador e o prefeito não estão ouvindo a ciência”, criticou o petista, durante entrevista concedida à Rádio Brasil Atual nesta terça-feira (30).

Tatto acompanha com espanto os muitos erros cometidos pelas gestões de Doria/Covas e não vê outra saída a não ser ampliar o debate sobre transporte gratuito universal. Responsável por alguns dos mais importantes projetos de mobilidade já feitos na cidade (como bilhete único, corredores de ônibus e as agora indispensáveis ciclofaixas), o ex-secretário dos governos de Haddad e Marta explica como a proposta poderia ser colocada em prática: “Se a saúde e a educação são gratuitas, o transporte também tem que ser. Está previsto na Constituição. Temos um projeto bem definido sobre isso. O primeiro passo é buscar fontes de financiamento para depois começar a implementar a tarifa zero de maneira progressiva e gradual”.

O fato é que, prossegue Tatto, da maneira como têm sido conduzida, a política de mobilidade atual precisa ser imediatamente interrompida. “O que eles estão fazendo é de uma desumanidade imensa. Estão batendo cabeça desde o início. Fecham vias, depois reabrem, implantam um mega rodízio depois voltam atrás. Agora tem essa diminuição da frota, que causará superlotação de ônibus nas periferias, justamente onde estão as populações mais atingidas pelo coronavírus”, apontou.

Para o pré-candidato do PT, não é por falta de dinheiro que a gestão municipal irá reabrir o comércio. A prefeitura tem R$ 18 bilhões em caixa. Então esse não é o problema. Eles não gastaram 30% do que foi autorizado para evitar a crise durante a pandemia. O prefeito tem que coordenar isso e não simplesmente reabrir o comércio e retirar ônibus. O mesmo vale para o governador”.

Da Redação

FacebookTwitterEmailFacebook Messenger