Você acha que é possível ter ação de despejo contra mais de 1 mil pessoas bem no meio de uma pandemia? A pergunta, levantada por Jilmar Tatto durante conversa nesta terça (4) com João Sette Whitaker, arquiteto ex-secretário de Habitação da gestão Haddad, infelizmente já tem uma resposta: sim, a prefeitura de São Paulo está jogando (isso mesmo, jogando) mais e mais famílias ao relento.

A indignação do pré-candidato a prefeito do PT é, sobretudo, pela sistemática falta de humanidade do governo Bruno Covas desde que o coronavírus transformou a maior cidade do país num anti-exemplo no combate à doença. “É uma insensibilidade em vários níveis. O prefeito não pode deixar isso acontecer e falar isso não é comigo”, completa.

Para Whitaker, a situação não é só “escandalosa, é criminosa”. “É um crime contra a humanidade. Nem a pandemia consegue sensibilizar a justiça de que não se pode despejar pessoas nas ruas durante a maior crise sanitária e social que já vivemos”, lamenta.

Paralelo ao problema da falta de moradia, o arquiteto lembra também do fato de a pandemia ter se deslocado rapidamente dos bairros nobres (com o vírus trazido ao país por brasileiros que voltavam de viagens internacionais) para a periferia. “Quem mora no Morumbi, sentiu um sintomazinho, faz o teste e se trata. Já na periferia, a pessoa só consegue fazer o teste quando está na pior. Isso mostra que a pandemia só agrava a nossa desigualdade”. Ao contrário das sempre falhas justificativas para levar a cabo as ações de reintegração de posse, Tatto aponta com clareza como a situação poderia ser evitada: “Temos que fazer um projeto arrojado, amplo, para mais de 2 milhões de pessoas e ter uma política de compra de terra para se construir mais e mais moradias. É plenamente possível”.

Acompanhe a conversa entre Tatto e Whitaker:

Da Redação

CAMPANHA PREFEITO: JILMAR TATTO E VICE: ZARATTINI - PT
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