O candidato ou candidata que não levantar a bandeira e o debate sobre a Tarifa Zero ano que vem já vai sair perdendo a disputa, disse Tatto. 

A discussão sobre a Tarifa Zero recrudesceu novamente pela mídia em São Paulo, agora que se completam 10 anos dos protestos de junho de 2013, quando as ruas da capital paulista foram tomadas por manifestantes contra o aumento de R$ 0,20 da passagem de ônibus. Secretário Municipal de Transporte na época, Jilmar Tatto mudou sua visão sobre o assunto e se tornou um entusiasta do transporte público gratuito universal, considerando a aplicação da Tarifa Zero uma demanda para as próximas eleições.

Para o deputado federal, a Tarifa Zero não é novidade no mundo e nem no Brasil e sua discussão e implementação são fundamentais. “Hoje, o que está acontecendo na cidade de São Paulo é que milhões de pessoas não saem de casa e deixam de fazer as suas atividades porque não tem recursos para arcar com o transporte”, afirma Tatto, que completa: “a implantação da Tarifa Zero não vai colapsar o sistema porque as pessoas se comportam conforme às necessidades”.

Além disso, o tema também é discutido no TCM (Tribunal de Contas do Município). Em abril, foi criado um grupo para analisar a viabilidade da implantação da tarifa zero. No mês seguinte, o Observatório de Políticas Públicas do tribunal realizou uma reunião técnica reiterando a importância da participação do TCM para ajudar na decisão junto à prefeitura.

Outra fonte de estudo da proposta acontece através de uma subcomissão na Comissão de Finanças e Orçamento da Câmara Municipal, criada em 1º de março de 2023.

De acordo com Tatto, o transporte público das cidades é tão importante e tão vital e estratégico, que não dá somente para os municípios serem responsáveis. A cidade de São Paulo precisa do dinheiro do Estado e da União. “Implantar a Tarifa Zero muda o conceito de viver na cidade. Hoje 72 cidades adotaram o programa e atingiram todo o comércio e a vida da população”, informa o petista.

O número de municípios que implementaram a cada dia vem crescendo. A última cidade a adotar o transporte público foi o Balneário Camburiú, neste mês de junho, em Santa Catarina. Há  uma discussão no Congresso para que o governo federal aprove uma proposta de Marco Legal do Transporte Coletivo, ajudando os municípios a viabilizar a mobilidade gratuita.

Segundo Jilmar Tatto, uma solução viável é que a Tarifa Zero seja implantada de forma gradual, atendendo primeiro as pessoas cadastradas no Bolsa Família, depois os desempregados e assim por diante. “A medida gradual já vai beneficiar muitas pessoas que realmente precisam da Tarifa Zero. Não tem mais como deixar esse assunto de lado. O candidato ou candidata que não levantar a bandeira e o debate sobre a Tarifa Zero ano que vem já vai sair perdendo a disputa”, finaliza.

 


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