O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e o secretário de Educação, Renato Feder, negaram o recurso oferecidos pelo governo Lula, por meio do Ministério da Educação (MEC) destinado aos estados, dentro do Plano Nacional do Livro Didático (PNLD) para a compra de 10 milhões de livros didáticos impressos para adotar 100% de material digital.

É a primeira vez que São Paulo estará fora do PNLD, o que vai prejudicar mais de três milhões de estudantes. De acordo com o deputado petista essa proposta é um retrocesso absurdo. Além da questão de acessibilidade, pois nem todos têm acesso à tecnologia, também é errada do ponto de vista pedagógico”, afirma Tatto.

O governo estadual teve o despautério de criticar o material que seria distribuído pelo PNLD em 2024, chamando de “mais raso, mais superficial”. No entanto, o Programa existe há mais de 80 anos no país e estabelece critérios rigorosos de avaliação. Para demonstrar o despreparo, várias escolas privadas de renome da capital utilizam o material aprovado do PNLD.

Para Jilmar, ao abrir mão de livros impressos no sistema educacional do estado, “Tarcísio destila o puro suco da ignorância bolsonarista. Livros digitais são pedagogicamente excludentes”, disse o deputado.

Tatto ressalta ainda que o movimento em outros países é justamente o inverso. “Países que são referência em política educacional, como a Suécia, por exemplo, estão abolindo tablets para retornar os livros impressos, pois os estudantes tiveram o desempenho de leitura prejudicado após a adoção da tecnologia”, comenta o petista.

Como consta na resolução do PNLD, o livro didático é “um direito constitucional do educando”. Segundo Jilmar, é um absurdo o que o governo está fazendo e é preciso denunciar o que estão fazendo com a educação no estado de São Paulo. “Recusar verba para educação é um crime!”, destaca o deputado.

PROVIDÊNCIAS

Após a repercussão da atitude tomada pelo governador contra o direito dos estudantes o Ministério Público de São Paulo instaurou um inquérito para apurar a decisão do Tarcísio de não aderir ao PNLD.


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