Jilmar Tatto, tem feito, por assim dizer, uma campanha à moda raiz. Incansável e com trajetória marcada pelo constante diálogo com a população, o candidato do PT a prefeito cumpre todos os dias intensa agenda nas ruas, com visitas a bairros de todas as regiões da cidade – reacendendo o trabalho de base que é a marca registrada do partido do qual é filiado desde 1981.

Entre um compromisso e outro, no entanto, Tatto também encontra tempo e disposição para conceder entrevistas como a desta sexta-feira (23) ao jornalista José Luiz Datena. Por cerca de 30 minutos, o petista falou sobre algumas de suas propostas para recolocar SP nos trilhos, relembrou momentos marcantes da sua trajetória como secretário de Marta e Haddad, e explicou porque acredita que estará no 2º turno das eleições.

A seguir, relembre alguns dos trechos da entrevista:

Com Lula rumo ao segundo turno

Estou bastante convicto de que vamos no segundo turno. Pela seguinte razão: 23% da população de São Paulo declaram que votariam no PT; Lula é o que mais consegue transferir votos, se comparado a Doria e Bolsonaro. E o PT é muito forte aqui, principalmente na periferia. Hoje vou para o Capão Redondo, Campo Limpo. Amanhã pra Itaquera, Sapopemba. O problema é que ainda não sou uma pessoa conhecida, mesmo tendo sido secretário, deputado, presidente do partido.

É perceptível que as pessoas começam a nos conhecer. A televisão tem um papel importante ao mesmo tempo em que eu tenho feito carreatas, conversando com a população. O PT é um partido de chegada. Com a Erundina, Marta e Haddad foi assim.

Colete à prova de balas

Compete à polícia apurar e ao secretário de transporte, se houver algum tipo de denúncia, tomar providência. Eu tive que usar colete à prova de balas, colocar segurança para os meus filhos. Fiquei cinco meses sem aparecer. Mas nós enfrentamos e teve empresário preso. Nós tiramos aquele monte de perua velha e organizamos o sistema. Colocamos o bilhete único. Os assaltos nos ônibus diminuíram 90% com o Bilhete Único porque não tinha mais dinheiro no bolso do passageiro.

Hoje nós temos que ampliar a quantidade de ônibus, os corredores, as faixas exclusivas, em função da pandemia. Tem vários bairros que não têm linha de ônibus. Essa é uma área que eu entendo bastante. Na campanha passada o Russomanno queria cobrar o Bilhete Único por quilômetro rodado e o Bruno agora reduziu pela metade.

 

PT no combate à corrupção

Ninguém fortaleceu os órgãos de controle como o PT. Polícia Federal, AGU, o próprio Legislativo. A Lava Jato se mostrou uma farsa porque o Moro, que foi quem condenou Lula, virou ministro do Bolsonaro. Estamos lutando para que o Lula tenha seus direitos políticos assegurados. Haddad criou a Controladoria Geral do Município e evitou uma roubalheira em São Paulo.

Mas de fato há um perseguição muito grande contra o PT. Eu desconheço um petista que tenha dinheiro no exterior. Enquanto isso, onde está o Aécio, o Serra, o Alckmin? Ninguém fala sobre isso. O Alckmin era coordenador do programa de governo do Bruno Covas e sumiu.

Agora se tem uma pessoa que individualmente roubou, que pague. Mas a instituição não pode pagar por isso.

 

Assista a entrevista na íntegra:

Da Redação

 

CAMPANHA PREFEITO: JILMAR TATTO E VICE: ZARATTINI - PT
CNPJ: 38.639.000/0001-09

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