Com o objetivo de abrandar o impacto da Guerra da Ucrânia no preço dos combustíveis e energia, o governo alemão lançou mão de uma política temporária que reduz o preço do bilhete único mensal de, em média, 60 euros (R$ 308) para 9 euros (R$ 47). A medida será válida pelos meses de junho, julho e agosto em todo país, e abarcara quase todos as modalidades de transporte público.

Durante o governo de Fernado Haddad (2013 a 2016), o Secretário Municipal de Transporte criou uma política parecida na cidade de São Paulo. Os usuários de transporte público poderiam optar pelo modelo do Bilhete Único Mensal, que permitia, através de um único valor, utilizar ônibus, metrô e trem quantas vezes fossem necessárias. Medida que foi retirada em 2017 pelo então prefeito João Doria.

Sistema único de mobilidade

“Estamos vendo um aumento absurdo no preço dos combustíveis, o que começa a inviabilizar o modelo de financiamento do transporte público em vigência. A dupla formada pelo usuário e tesouro municipal não têm mais condições de arcar com os custos totais”, afirma Tatto.

O ex-secretário advoga pela criação de um Sistema Único de Mobilidade, em que as três esferas governamentais (União, estados e municípios) tenham uma gestão compartilhada e solidária do sistema de transporte, nos moldes do SUS. “Estamos falando de um país com escala continental, com aglomerados urbanos e regiões metropolitanas que necessitam de um planejamento e uma gestão conjunta e compartilhamento dos custos”.

Tatto ainda aponta a relevância social do transporte: “as pessoas se locomovem o tempo todo, todos os dias. É preciso investir em políticas de mobilidade que tornem o carro a última opção para o usuário. Preço, qualidade, acessibilidade e capilaridade são itens fundamentais para tornar o transporte público mais atraente”.

Exemplo a ser replicado

Por se tratar da maior cidade do país, São Paulo muitas vezes funciona como uma vitrine de políticas públicas, que acabam sendo replicadas em outras localidade. O Bilhete Único, implantado em 2004 por Jilmar Tatto no governo petista de Marta Suplicy (2001 a 2004), começou apenas para a rede municipal de ônibus e hoje faz a integração também com metrô e trem.

“Pela primeira vez, o PT está condições muito favoráveis na disputa pelo governo do estado de São Paulo. Temos muitas propostas para o setor de Transporte e Mobilidade para o nível estadual. Podemos transformar o Estado de São Paulo em uma incubadora de políticas públicas que poderão ser aplicadas pelo país”, finaliza Tatto.

Com informações do UOL e DW


FacebookTwitterEmailFacebook Messenger