O deputado federal Jilmar Tatto (PT-SP) participou, nesta quarta-feira, do “Fórum Tarifa Zero — Desafios, expectativas e perspectivas”, realizado no Teatro dos Bancários, na Asa Sul, em Brasília.

Tatto integrou o primeiro painel do evento, que debateu as experiências de Tarifa Zero no Brasil, sob mediação do jornalista Renato Rovai, da Revista Fórum. Também participaram da mesa o secretário nacional de Mobilidade Urbana, Marcos Daniel, e o presidente da Empresa Pública de Transporte de Maricá, Celso Haddad.

Tarifa Zero como pauta nacional

Durante sua fala, Tatto destacou que a Tarifa Zero deixou de ser uma proposta restrita aos movimentos sociais e passou a ocupar espaço central no debate público.

“Tarifa Zero deixou de ser um tema do movimento social, sendo discutido por todos os setores da sociedade e se transformando em uma pauta política. E creio que o impulso para ampliar esse debate foi a conversa que tive com o presidente Lula, em agosto de 2025, quando ele se interessou e pediu estudos sobre o assunto. Desde então, tem muita gente debruçada sobre isso”, afirmou.

Financiamento da política

O deputado também defendeu a criação de uma cesta de fontes de financiamento para garantir a sustentabilidade da Tarifa Zero. Segundo ele, o Vale-Transporte deve ser uma das principais bases desse novo modelo, mas não a única.

“Existem diversas fontes de recursos possíveis. O Vale-Transporte é o principal, mas, por exemplo, o meu PL 3932/2025, aprovado na Comissão de Desenvolvimento Urbano, destina parte dos royalties do petróleo para subsidiar o transporte público”, afirmou Tatto.

O PL 3932/2025 prevê o uso de parte dos royalties do petróleo para financiar a Tarifa Zero no transporte público e foi aprovado pela Comissão de Desenvolvimento Urbano da Câmara dos Deputados. A proposta segue para análise do Plenário.

Tatto também é autor do PL 6088/2025, que institui o Programa Nacional de Tarifa Zero para o Transporte Urbano e propõe a revisão do Vale-Transporte como fonte permanente de financiamento da política.

Implantação gradual

Ao final da participação, Tatto comparou a Tarifa Zero ao Bolsa Família e defendeu que a política seja construída de forma progressiva.

“O Bolsa Família começou com R$ 18 bilhões e hoje está em mais de R$ 160 bilhões. Não precisamos começar tudo de uma vez só. Vamos fazer de forma progressiva e segura”, finalizou.

O fórum contou ainda com outros três painéis sobre experiências internacionais, mobilidade urbana e direito à cidade, além de formas de financiamento da Tarifa Zero. O evento teve transmissão pelo canal oficial da Revista Fórum.

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