Eleito na esteira do bolsonarismo, governador de São Paulo quer dar ao mercado o controle das águas paulistas

Na última terça-feira (17), o governador de São Paulo enviou a última versão do texto do projeto de lei para a privatização da Sabesp, em caráter de urgência para a Assembleia Legislativa de São Paulo. Promessa de campanha do Tarcísio, a entrega do órgão ao mercado caminha para ser efetivada.

A Sabesp é uma das maiores empresas de saneamento do mundo, que atende 375 municípios paulistas. Apesar dela já ter capital misto com ações negociadas na Bolsa, a gestão de Tarcísio de Freitas quer, a qualquer custo, entregar o controle majoritário para o setor privado.

Segundo Tatto, a privatização é muito ruim para o estado. A Sabesp é uma empresa lucrativa, conhecida por toda a população pela qualidade da água e dos serviços. “Atualmente, o controle do estado é de 50,3%, com a privatização seria diminuído entre 15% a 30%. O resultado disso a gente já sabe: não melhora a qualidade do serviço, principalmente na área de saneamento, e aumento da tarifa”, pontua o petista.

No ano passado, a própria empresa anunciou um lucro de R$3,12 bilhões. A capital paulista é responsável por 55% do faturamento da Sabesp, o que fez o mercado privado cobiçar a empresa, ainda mais, após o prefeito Ricardo Nunes tentar afrouxar o controle municipal da companhia e facilitar a privatização.

De acordo com o deputado, a jogada do prefeito de São Paulo com o governador é eleitoreira. “Privatizar a Sabesp significa aumentar a conta de água da população por interesses próprios. Espero que a Assembleia Legislativa não deixe isso acontecer”, disse Jilmar.

Uma das preocupações principais da privatização da Sabesp é com o valor da conta de água. A promessa de redução de tarifa é inviável, pois quem decide os valores das tarifas é a Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo (Arsesp).

No texto do PL 1501/2023, o governo não garante a redução de tarifa para todos os usuários. O projeto diz apenas que a proposta tem a intenção de “redução tarifária”. “Entregar um patrimônio público para o mercado financeiro é ter a certeza que ele quer o lucro e isso vai sair do bolso dos paulistas”, afirma o deputado.

 


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